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Conversas sobre o Livro de Urântia
 
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 A Astronomia e o Livro de Urantia.

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Vicente E

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Localização : Jundiaí

MensagemAssunto: A Astronomia e o Livro de Urantia.   31/10/2012, 08:43

A Astronomia e o Livro de Urantia

[Por Irwin Ginsburg]

Obs: Este documento é uma composição de dois documentos apresentados na Conferência Internacional da Irmandade em Vancouver em Agosto de 1999. A parte que trata do conhecimento comum no campo da astronomia foi apresentada pelo Dr. Douglas Scott da Universidade de British Columbia. A visão de Cosmologia do Livro de Urantia foi apresentada pelo Dr. Irwin Ginsburg.

Abstrato: A Cosmologia é a parte da astronomia que trata da história e a estrutura a grande escala do universo. O Livro de Urantia trata das mesmas matérias. Em 1955 quando o Livro de Urantia foi publicado, as duas cosmologias estavam gravemente em desacordo.

O livro de Urantia discute o centro de todo o universo. O centro tem a maior parte de massa (matéria) no universo, e é portanto o centro de gravidade do universo. É chamado de Paraíso e não existe no espaço ou tempo, mas o resto do universo pode se localizar com respeito a ele. O centro do universo está circundado por um universo central que tem sete anéis coaxiais planos de mundos habitados. Mais além deste existe um anel elíptico plano de sete superuniversos enormes. Toda essa estrutura está na maior parte em um plano, onde duas dimensões são maiores que a terceira. Os sete superuniversos são a parte do Universo que está habitado por humanos. Nosso superuniverso, Orvonton, é o mais jovem e tem 10 setores maiores e 1.000 setores menores; nossa galáxia, a Via Láctea, é um destes setores menores. Nosso universo local, Nebadon, é um dos 100 universos locais no disco da Via Láctea. Nosso mundo Urantia, é um dos que quatro milhões de mundos habitados no universo local.

Em 1935, os telescópios não podiam fazer medições muito afastadas no universo, e os textos de astronomia diziam que as galáxias estavam uniformemente distribuídas por todo o universo; não há uma estrutura a grande escala. Recentemente, os astrônomos com seus novos telescópios maiores, de longo alcance e sofisticados, encontraram dois centros gravitacionais que atraem grandes partes do universo. O segundo centro foi encontrado depois do primeiro e é muito mais massivo que o primeiro. O primeiro é parte da estrutura do segundo. Isto está começando a se parecer com o universo que o Livro de Urantia descreve. O livro implica que uma ordenação planar, com um centro massivo e um arranjo achatado de corpos astronômicos que são atraídos pelo centro de gravidade, aplica-se não só ao sistema solar e à Via Láctea, senão que também às estruturas cosmológicas maiores.

A astronomia se preocupa com as estrelas, galáxias e outras fontes de energia. Uma estrela é como nosso sol, mas está tão longe que seu tamanho visível se encolhe a um ponto de luz. Uma galáxia é uma enorme coleção de estrelas que estão ligadas gravitacionalmente ao centro massivo e viajam juntas. As galáxias são os ladrilhos do universo. A cosmologia é essa parte da astronomia que trata da história e estrutura do universo (toda a matéria em existência). Os astrônomos geram teorias que explicam o que se pode ver e medir hoje em dia. Os telescópios astronômicos podem apenas ver parte do universo, e isto limita as teorias.

O Livro de Urantia, por outra parte, está interessado nos mundos habitados (onde existe vida humana), sua história e administração. A organização destes mundos não está necessariamente relacionada a os sistemas físicos ou astronômicos; entretanto, duas grandes partes da organização parecem conformar estruturas astronômicas maiores. Mais ainda, as duas cosmologias, a da astronomia e a do Livro de Urantia, descrevem o mesmo universo físico. Tentarei identificar as partes correspondentes de cada cosmologia, e assinalar as concordâncias e diferenças entre elas. Com a informação do livro de Urantia e da astronomia, estimarei ao acaso o tamanho e a localização de Nebadon, nosso universo local, e de Orvonton, nosso superuniverso. A cosmologia está mudando rapidamente por causa de todos os dados do novo telescópio, e algo de minha informação astronômica pode ficar obsoleta em poucos anos.

Um método é calcular o raio de estrelas brilhantes aos mundos habitados. Por exemplo, nossa estrela, o sol, tem apenas um mundo habitado, Urantia. Há muitos sóis que não têm mundos habitados. Este raio estabeleceria uma relação entre as duas cosmologias. Para propósitos desta discussão, assumo que todos os mundos habitados têm as condiciones de temperatura, gravidade e pressão do ar como as da Terra. O Livro de Urantia diz que todos os mortais de vontade digna (que podem escolhe entre o certo e o errado) são bípedes eretos (Pág. 564.) A astronomia não detectou nenhuma vida em outro lugar no sistema solar nem em qualquer lugar no universo, porque os atuais telescópios não são sensíveis o bastante. Em nosso sistema solar, parece haver um único planeta habitado, Urantia; mas o que me diz de outros sistemas solares? O livro de Urantia diz que há mais de dez trilhões de sóis resplandecentes em nosso superuniverso (Pág. 172), e apenas um trilhão de mundos habitados; ou um mundo habitado por mais de dez sóis reesplandecentes. Os astrônomos entretanto, descobriram que noventa por cento de todos os sóis são anãs vermelhas, cafés ou negras e estão demasiado frias para manter vida. Isso significa que existe um mundo habitado entre dez sóis resplandecentes e noventa estrelas anãs frias, ou entre cem estrelas de todos os tipos. Este é um novo número que foi tirado ao se combinar a informação do Livro de Urantia (LU) e da astronomia. Este número possivelmente mudará no futuro porque o primeiro valor computado deste tipo geralmente é errôneo! Por agora, este número será útil para estimar o tamanho das divisões do LU do grande universo.

Começaremos por descrever a estrutura de nosso sistema solar, e então iremos aos sistemas astronômicos cada vez maiores. Nosso sistema solar tem o sol massivo e seu centro. O sol detém quase toda (98%) massa (matéria) no sistema solar. Existe nove planetas que rodam (giram) uma vez sobre seus eixos durante um dia planetário e se movem ao redor do sol durante um ano planetário; todos os planetas se movem na mesma direção (anti-horário visto de cima) em um plano. A Terra gira ou roda sobre seu eixo uma vez a cada dia terrestre e se move ao redor do sol em um ano terrestre. Os quatro planetas internos são pequenos e incluem Urantia, o terceiro a partir do sol. Depois do quarto, Marte, há uma banda de pequenos fragmentos planetários e pequenas pedaços de rocha que são chamados de Asteróides. Os próximos dois planetas, Júpiter e Saturno, são os maiores e cada um tem diversos pequenos satélites e anéis de matéria espacial. Em seguida estão dois planetas de tamanho médio, Urano e Netuno. O último é um planeta muito pequeno chamado Plutão. A tabela 1 mostra as diferenças principais entre as duas cosmologias que descrevem nosso sistema solar. De outra maneira, as dois cosmologias concordam (idade do sol, tamanho dos planetas, arranjo dos planetas ao redor do sol, etc.). O livro de Urantia fala de cinco planetas exteriores mas além de Saturno, mas a astronomia só encontrou três. Haverá dois planetas mais que poderão ainda ser encontrados? É Niburu, um planeta descrito como tendo uma órbita muito inclinada por Z. Sitchin em suas Crônicas Terrestres, um destes planetas? Sitchin afirma que suas Crônicas Terrestres são a pré-história da Terra traduzida de antigos textos. Os acadêmicos discordam tremendamente dele.

Tabela 1. As duas cosmologias do Sistema Solar
PROPRIEDADE ASTRONOMIA LIVRO DE URANTIA
Criação do Sol Condensado de uma nuvem gigante de gás Condensado e dilatado fora da nebulosa espiral de gás aquecido junto com 100.000 outros sóis
Origem dos planetas Condensado a partir de gases quentes ao mesmo tempo que sol Condensado a partir dos gases quentes extraídos do sol pela passagem da nebulosa gigante
Número de planetas 9, mais asteróides 11, mais asteróides
Criação dos asteróides Material do planeta não formado, quinto a partir do sol Desintegração do quinto planeta, atraído também para perto de Júpiter (p. 658)

Nosso sol não parece estar intimamente associado com nenhuma das estrelas próximas. Mas o sol e as estrelas próximas se movem ao redor do centro de a Via Láctea por volta de 250 milhões de anos. Estas estrelas devem se mover e ficar juntas se o grupo ou sistema tiver uma longa existência. O sol e as estrelas próximas parecem estar em um braço da espiral da galáxia Via Láctea, e quase a meio caminho da borda exterior da galáxia.

Uma vez que mostramos que há cerca de 100 estrelas por cada mundo habitado, há cerca de 100.000 (100 x 1.000) estrelas de todos os tipos no sistema estelar de Satania (tabela 2). O Livro de Urantia (Pág. 655) diz que a nebulosa a qual deu origem a nosso sol criou individualmente mais de 100.000 sóis, há cerca de 6 a 8 bilhões de anos atrás. Talvez a maioria destas estrelas criaram o sistema de Satania e suas 100.000 estrelas. Talvez os efeito colaterais do nascimento destas estrelas há tanto tempo atrás, é o que a astronomia moderna chama de Big Bang – os instantes podem estar corretos, mas isso se parece mais a um Big Bang local.

A média do espaço entre estrelas em nossa região da Via Láctea é de quatro anos luz. (Um ano luz é a distância que a luz viaja em um ano do tempo de Urantia, ou cerca de 6 trilhões de milhas). Se o sol tem um único planeta habitado entre 100 estrelas, este grupo de estrelas pode ser arrumado simplesmente em um cubo imaginário com cerca de cinco estrelas ao longo de cada lado (5x5x5=125). Cada lado é cerca de 20 anos luz de comprimento. No caso de um sistema, o arranjo mais simplista para as 100.000 estrelas ou 1.000 mundos devem encher uma caixa de lados iguais que tenha 50 estrelas ao longo de cada aresta, (50x50x50=125.000); ou a borda é cerca de 200 (4x50) anos luz de comprimento. E poderia haver dez mundos habitados ao largo de cada aresta desta caixa para um total de 1.000 (10x10x10=1.000). Estos mundos podem estar arrumados em dez bandejas empilhadas com 100 (10x10) mundos em cada nível. Tabela 1. Isto pode ter o tamanho e a forma do sistema de Satania. O LU diz que o quartel general do sistema de Satania, Jerusem, não é um mundo luminoso (Pág. 520) e não pode ser visto desde Urantia.

A próxima divisão administrativa maior é chamada de uma constelação. Esta consiste de 100 sistemas (Tabela 2), e deve ser 100 vezes maior em volume, e quatro ou cinco vezes mais comprida em uma borda (5x5x5=125). Uma constelação no LU é maior e diferente de uma constelação astronômica ou visível, as quais são um grupo de estrelas próximas visíveis delineando um padrão no céu. Num caso mais simples, uma constelação do LU pode preencher uma caixa de lados iguais que tem 1.000 anos luz em cada borda (5x200); este tem cinco sistemas em cada borda.

A divisão administrativa maior seguinte, é um universo local. Este consiste de 100 constelações e pode estar numa caixa de lados iguais que tem cerca de 5.000 anos luz por borda. Visto que o disco de nossa Via Láctea tem 3.000 anos luz de espessura, as outras duas dimensões do universo local, devem ser incrementadas por cerca de 20%; ou as outras duas dimensões têm cerca de 6.000 anos luz de comprimento. O universo local de Nebadon pode ter 3.000 anos luz de espessura, 6.000 anos luz ao longo de um arco perpendicular a um radio do disco. Este pode ter o tamanho aproximado do universo local de Nebadon. Uma vez que Nebadon tem 100 constelações, como podem estar arrumadas? Uma forma simples é uma caixa com caixas menores de lados iguais em seu interior. Uma constelação no interior de uma caixa de um universo local, pode ter bordas que tenham 1.000 anos luz de comprimento. As 100 constelações de Nebadon podem estar arrumadas em três camadas uma encima da outra, com arranjo de 6x6 constelações em cada camada. Isto preenche os 6.000 por 6.000 por 3.000 anos luz do tamanho de um universo local. De maneira similar, uma constelação poderia ter seu sistema de 100 caixas arrumadas em cinco camadas com um arranjo de sistemas de 5x5 em cada camada. Cada caixa de sistema é de 200 anos luz em uma borda e pode ter 1.000 mundos habitados em sua caixa. Estes arranjos são altamente simplificados e não são necessariamente a maneira em que as coisas estão realmente. A Tabela 2 mostra o arranjo administrativo do LU dos mundos habitados (Pág. 167).

A seguinte estrutura maior que consideraremos é a galáxia Via Láctea. Este é um grupo de pelo menos cem bilhões de estrelas. É um enorme disco achatado de quase 100.000 anos luz de diâmetro. O disco, em sua borda exterior, é cerca de 3.000 anos luz de espessura; isto é pequeno se comparado com o diâmetro do disco, o qual é ao redor de 100.000 anos luz. Há uma saliência ou bola brilhante central que se estende do centro do disco até quase um quarto do raio. A saliência tem uma raio de 10.000 anos luz. Testes recentes reportam uma barra longa ou elipsóide0 em vez de uma bola esférica.

Há uma grande massa no centro da saliência da Via Láctea. Visto que estamos dentro dela, podemos ver a Via Láctea à noite como uma banda ampla desvanecida de luz através do céu. A posição da banda muda durante o ano. A saliência pode ser vista no céu do hemisfério sul como uma banda espessa da Via Láctea. O centro da galáxia Via Láctea está nesta direção, mas muito mais longe da constelação visível de Sagitário. O sol está localizado a meio caminho à borda de fora do disco. Um telescópio pequeno ou binóculos mostrarão que a banda de luz da Via Láctea consiste de milhares de estrelas. Se o disco pudesse ser visto de cima, apareceria iluminado de forma não uniforme; ele consiste de dois braços brilhantes intercalados que vão dos finais da protuberância ao extremo exterior do disco. A astronomia chama isto de galáxia em espiral. As galáxias em espiral são galáxias grandes. A galáxia em espiral mais próxima a nós é a grande nebulosa na visível Constelação de Andrômeda. Está tão apagada que é difícil vê-la sem ajuda ocular. O Livro de Urantia diz que esta nebulosa está afastada cerca de um milhão de anos luz e é quase do mesmo tamanho da Via Láctea. Isto concorda com as medições de 1935, no tempo em que o manuscrito do livro de Urantia foi disponibilizado. A astronomia agora, dobrou o valor para ambos destes números. O L.U. diz que a nebulosa de Andrômeda está evoluída e que não está habitada (Pág.170), mas a astronomia não tem informação sobre isso.
Tabela 2. (pág.167) Estrutura Administrativa do Grande Universo
ESTRUTURA DO UNIVERSO MUNDOS HABITADOS NÚMEROS DA ESTRUTURA MAIOR SEGUINTE
Planeta Urantia 1 1.000 mundos habitados num sistema
Sistema 1.000 100.000 sistemas numa constelação
Constelação 100.000 100 constelações num universo local
Universo local 10.000.000 100 universos locais num setor menor
Setor menor 1.000.000.000 100 setores menores num sentor maior
Setor maior 100.000.000.000 10 setores maisores num superuniverso
Superuniverso 1.000.000.000.000 7 superuniversos no grande universo

Há várias declarações no Livro de Urantia sobre a galáxia Via Láctea (Págs. 168, 455) e umas poucas não estão muito claras. Como melhor podemos dizer, a Via Láctea é um setor menor (Ensa) de uma supragaláxia (Orvonton). Sendo assim, ela contém 100 universos locais (Tabela 2), incluindo nosso universo local de Nebadon. Portanto, Nebadon é quase um centésimo do disco da Via Láctea. Estes universos locais estão localizados provavelmente entre a saliência central e a borda externa do disco da Via Láctea. Provavelmente não há universos locais na saliência central, posto que a astronomia acha que existe campos energéticos e gravitacionais no centro da galáxia que poderiam ser inóspitos para a vida tal e como a conhecemos. A parte espiral de uma galáxia é uma estrutura de gás de uma galáxia, e não está associada com as estrelas longevas tais como o sol. Estas estrelas longevas se movem mais rápido que o padrão espiral. Os 100 universos locais poderiam estar localizados aproximadamente em cinco ou seis anéis concêntricos que estariam entre a saliência central e a borde do disco. Todas as estrelas num anel viajam à mesma velocidade ao redor do centro galáctico. Portanto, estas estrelas permanecem próximas uma da outra por muitos períodos longos de tempo; e é plausível que haja 15 ou 20 universos locais no anel mais interno e no anel seguinte externo. O universo local de Nebadon poderia estar neste segundo anel, posto que o sol está localizado a meio caminho no disco. O comprimento de Nebadon poderia ser um vinte avos da circunferência do anel; isto se calcula ser 7.500 anos luz – não uma má acomodação para os 6.000 anos luz de dimensão que pensávamos antes em colocar as estrelas em caixas. Poderia haver outros arranjos com mais anéis, porém mais finos, e com universos locais mais longos porém em menor quantidade por anel. Os anéis exteriores estão em uma parte do disco onde o espaço interestelar é maior, e os universos locais são maiores em tamanho. Na primeira página deste documento, estimei a partir dos dados do Livro de Urantia que a Via láctea tem cerca de um bilhão de mundos habitados. Se isto for dividido entre 100 universos locais, deveria haver ao redor de dez milhões de mundos habitados por universo local. Nebadon tem cerca de quatro milhões de mundos habitados, mas poderia manter dez milhões.

Há quarenta ou cinqüenta anos atrás, os astrônomos achavam que as galáxias estavam distribuídas uniformemente através de todo o universo. Parte do problema era a dificuldade em observar galáxias distantes e em medir as distâncias à estas galáxias remotas. Os astrônomos estão começando a encontrar estruturas a grande escala no universo, mas pouco sabem sobre esta estrutura. Os astrônomos agora dizem que as galáxias estão distribuídas uniformemente mais além destas estruturas.
Tabela 3. Tamanho e Estruturas Sugeridos dos Componentes do Grande Universo
CATEGORIA TAMANHO E FORMA DE VOLUME OBSERVAÇÕES
Mundo habitado Um cubo de 20 a 30 anos luz em uma borda A distância até um mundo habitado mais próximo é de 10 a 40 anos luz. Cerca de 100 estrelas próximas na caixa
Sistema Um cubo de 200 anos luz em uma borda O tamanho da caixa agrupa um sistema que tem 1.000 mundos habitados e 100.000 estrelas
Constelação Um cubo de 1.000 anos luz por borda O tamanho da caixa contém 100 sistemas. Os sistemas estão em 5 camadas empilhadas com um arranjo de 5 x 5 por camada
Universo Local O disco Galáctico se reparte em 5 ou 6 anéis concêntricos. O Universo Local é 1/20 de um anel A seção do Anel tem 3 camadas empilhadas que tem um arranjo de 6 x 6 constelações
Setor menor Galáxia espiral com disco de 100.000 anos luz de diâmetro O disco da Via Láctea tem 5 ou 6 anéis concêntricos de universos locais com 15 a 20 universos locais por anel
Setor maior Disco com diâmetro de 120 milhões de anos luz Supra-acúmulo de galáxias com acúmulo de galáxias massivas no centro. Tem 100 setores menores
Superuniverso Disco com diâmetro de 500 milhões de anos luz Supra-acúmulos de galáxias achatadas. Há 10 setores maiores

Muitas das galáxias distantes parecem estar em uma estrutura aplanada; isto está de acordo com o Livro de Urantia. Ainda que a Via Láctea e suas galáxias próximas estão se afastando de todas as demais galáxias distantes como parte da expansão do universo, há um outro movimento menor. A Via Láctea compartilha este movimento com cerca de vinte galáxias próximas. Existe duas grandes galáxias em espiral (A Via Láctea e Andrômeda), e o resto são pequenas ou galáxias anãs. A maioria das galáxias pequenas agrupam-se em torno das duas grandes espirais. Acredita-se que agora, as duas espirais estão separadas por 2,5 milhões de anos luz. Estas vinte galáxias são chamadas de grupo local. O grupo local está em um arranjo planar, e é parte de um supra-acúmulo aplanado de galáxias que estão sob a influência gravitacional (massa) de um grupo central maior ou acúmulo de galáxias localizado mais além da constelação visível de Virgo. No entanto, ela é chamado supra-acúmulo de Virgo. As galáxias locais estão se movendo em direção ao acúmulo de Virgo; a distância até o acúmulo de Virgo é de aproximadamente 50 a 60 milhões de anos luz. Esta estrutura aplanada com um centro de gravidade massivo é uma versão maior do sistema solar ou da Via Láctea. A astronomia não está segura se estamos orbitando o acúmulo de Virgo, e ainda não mediu este movimento. Mas o Livro de Urantia parece Ter uma explicação. Uma vez que a Via Láctea é um setor menor, ela e mais 99 setores menores conformam um setor maior do superuniverso de Orvonton. De modo que orbitam o centro massivo do setor maior. O acúmulo de Virgo seria então o centro do setor maior de Splandon. Esta estrutura foi descoberta nos anos setenta. Durante os oitenta, os astrônomos encontraram um movimento comum adicional para todas as galáxias no supra-acúmulo de Virgo. Parecem estar se movendo para um centro de gravidade maior, que está cerca de 200 milhões de anos luz distante de nós. Isto está no hemisfério sul mais além da constelação visível de Centauro. Há outros supra-acúmulos que também parecem estar se movendo para este mesmo centro massivo. Os astrônomos o chamam de o grande puxador, pois parece atrair muito do universo conhecido. Os astrônomos não mediram ainda a rotação galáctica ao redor do grande puxador. Se o acúmulo de Virgo é o centro do setor maior, então ele e todos os seus supra-acúmulos associados, estão em movimento ao redor do centro do superuniverso.

O Livro de Urantia, implica que o grande puxador da astronomia é o centro do superuniverso de Orvonton. Entretanto, os astrônomos estão tendo problemas em ver o centro do grande puxador. Orvonton é o sétimo e mais jovem superuniverso do grande universo. A forma de Orvonton é como um relógio, alongado, um agrupamento circular que é um dos sete superuniversos habitados (Pág. 167), talvez com um diâmetro de 500 milhões de anos luz.

As esferas de Orvonton estão viajando em um vasto plano alongado (Pág. 167). Nosso universo local, Nebadon, está na borda exterior de Orvonton (Pág. 359). Os sete superuniversos estão em um plano e circundam o centro gravitacional de todas as coisas, o Universo Central.

O universo Central (Pág. 118, 152) tem mais massa (matéria) que o resto do grande universo, e deve ser o centro de gravidade do Grande Universo. E os astrônomos quase descobriram um mesmo centro de atração massivo que talvez seja o centro do grande universo. Ele está quase na mesma direção que o grande puxador, mas está cerca de três vezes mais longe; isto não parece distante o bastante. Os dados sobre a Gravidade são muito difíceis a estas longas distâncias. Assim a astronomia encontrou dois centros de maior atração gravitacional e possivelmente um terceiro no universo, no qual o Livro de Urantia descreveu há quase sessenta anos atrás; uma predição excelente!

O universo central está circundado por duas elevadas e massivas paredes cilíndricas de matéria escura. (Pág. 153), e portanto não é visível para nós. O livro diz que está situado mais além de Sagitário, centro de nosso setor menor, de forma inclinada não tão longe de Centauro. O livro parece dar a pista de que os sete superuniversos circundam o universo central de 25 a 35 bilhões de anos (Pág. 165). Isto é muito mais longo que o tempo do Big Bang, e é uma medida que talvez seja factível no futuro. Vai ser interessante ver se os futuros astrônomos encontrarão este tempo orbital. A Tabela 3 resume nossas adivinhações cultivadas sobre o tamanho e a forma mais simples de várias partes do grande universo. Os dados astronômicos discutidos aqui são bastante recentes, e os dados logo poderão mudar com as medições aperfeiçoadas.

O Paraíso é o centro de todo o universo, e Havona é o universo central que rodeia o Paraíso. Havona está rodeada por um anel plano elíptico que contém os sete superuniversos. Este é o chamado grande universo. Está circundado por um anel vazio, com 400.000 anos luz de largura. Mais além disto, há um anel de superuniversos que agora estão se desenvolvendo. Este anel se estende por 25 milhões de anos luz e é chamado de primeiro nível espacial externo (Pág. 129). Este é seguido por mais três anéis vazios (Pág. 130), e cada um deles é seguido por outro nível espacial externo. Existe quatro níveis espaciais externos no total, e juntos haverão 70.000 superuniversos evolutivos novos (Pág. 354). Toda a criação é chamada de universo mestre (Pág. 129) e inclui o grande universo, a parte habitada do universo. A estrutura inteira existe em um plano de alguma maneira achatado, o plano supragaláctico, que se espessa nas bordas exteriores. O universo mestre não é estático, mas está se desenvolvendo, especialmente nos níveis espaciais exteriores. Ainda não há vida nos níveis espaciais exteriores. Visto que Nebadon, nosso universo local, está nas margens afastadas de Orvonton, e posto que o centro de tudo está na direção de Sagitário, porém mais distante dele, a parte deste primeiro nível espacial exterior mais perto de nós poderia estar na direção oposta a Sagitário. A nebulosa Andrômeda está nesta área comum; uma vez que ela está no primeiro nível espacial externo, deve estar desabitada. É interessante notar que a astronomia poderia ter encontrado um espaço galáctico livre entre a Via Láctea e a Nebulosa Andrômeda.

Este poderia ser o primeiro anel vazio. Quando consideramos a criação do universo, as duas cosmologias são diferentes interpretações dos mesmos dados. O Livro de Urantia fala do universo existindo para a eternidade, para sempre.

A matéria e a energia estão sendo criadas continuamente no universo, e estão sendo distribuídas pelos circuitos de energia. A energia criada é muito quente e tem que se resfriar antes de que a matéria possa existir.

Há cerca de seis ou oito bilhões de anos atrás, houve uma enorme perturbação energética em nossa região do universo (Pág.655). Isto resultou na criação individual de mais de 100.000 sóis, incluindo o nosso, a partir de uma enorme nebulosa (palavra usada em 1935 para designar objetos visíveis no céu que não fossem estrelas). Este número de sóis é a grosso modo o mesmo número de sóis num sistema. A gente se pergunta a si mesmo, se nosso sistema Satania foi criado nessa época. Quarenta bilhões de anos antes esta mesma nebulosa produziu ao redor de 850.000 sóis, e a gente se pergunta se estes sóis formaram oito sistemas de nossa constelação.
A astronomia diz que nada existiu antes de dez ou vinte bilhões de anos atrás. Nada mais velho que isso foi encontrado, mas os telescópios mal podem ver além desta lonjura (em anos luz) e não podem medir distâncias longínquas de maneira precisa. Então, há dez ou vinte bilhões de anos atrás, uma enorme injeção de energia ocorreu em algum lugar. Toda a energia em nosso universo apareceu nesse momento. Esta energia estava extremamente quente; resfriou-se e a matéria se formou. A ciência chama isto de "big bang". O distúrbio energético de seis ou oito bilhões de anos atrás do L.U, pode ter sido um tipo de big bang local. Ambas destas explicações podem ser a razão da débil radicação residual infravermelha (calor) encontrada entorno de toda Urantia; ela é remanescente do big bang ou o big bang local. Mas há outro fenômeno que também deve de ser explicado. Este é a expansão medida do universo, chamada assim pois toda matéria de grande escala no universo está se afastando de toda outra matéria de grande escala no universo. O big bang é o causador disto, o big bang local, não. Entretanto, o LU fala sobre a respiração do espaço (Pág. 123). O Espaço é real (não vazio) e experimenta uma expansão de quase um bilhão de anos; então o espaço se contrai por um bilhão de anos, mas não até um diâmetro muito pequeno. Qualquer matéria incrustada no espaço é levada junto com ele. Isto explica a expansão do universo, posto que supostamente estamos no meio de uma fase de expansão. A expansão do universo era conhecida em 1935, mas a fraca radiação residual foi identificada muito mais tarde. É interessante que o LU fornece explicações para ambos fenômenos em 1935. Também em 1935 a ciência considerava que o espaço fosse uma lacuna (vazio) entre corpos astronômicos. Tanto o big bang como a criação constante de energia do LU começam com energia muito quente. A diferença principal é a escala de tempo. A energia do big bang se resfria relativamente rápido, e a contínua criação de energia se resfria lentamente. Os teóricos do big bang não sabem de onde saiu a energia e não se importam. O LU ensina que vem de Deus no Paraíso, no centro do universo mestre.

Os astrônomos descobriram recentemente que deve haver pelo menos dez vezes mais matéria que a matéria visível no universo. De outra forma, as galáxias grandes se romperiam por sua relativamente rápida velocidade de rotação. Mas os astrônomos não identificaram esta matéria invisível. O Livro de Urantia falava de matéria escura em 1935, anos antes dos astrônomos reconhecerem a necessidade. No entanto nos anos trintas, o astrônomo F. Zwicky propôs que alguma matéria não-identificada poderia existir, mas nenhum astrônomo acreditou nele. O livro identifica muitas das ilhas escuras do espaço como sóis mortos (Pág. 173). Os Astrônomos em 1997 descobriram recentemente que pelo menos a metade da matéria escura é composta por sóis mortos. Isto foi feito ao se observar milhões de estrelas na grande nuvem de Magalhães e, no curso de tal observação, ocasionalmente via-se a luz de um sol brevemente bloqueada, e conjeturando, portanto, que um sol, morto, escuro entrou no caminhos. Novamente o LU predisse corretamente, e anos à frente de seu tempo. Estes sóis mortos são estrelas que consumiram seu combustível de matéria leve, resfriando-se e se condensando em pequenos corpos com enormes massas pesadas.

A estrutura atômica desapareceu, e a massa se compactou como matéria nuclear. Mas por quê haveria de ter tantas estrelas destas para que sua massa total seja muitas vezes do que a da matéria visível? Se a gente pensar em termos de eternidade, é fácil ver que poderia ser assim posto que o tempo médio de vida de estrelas é de dez bilhões de anos. Este grande número de sóis mortos poderia começar a ser um outro estorvo para a teoria do big bang. Houve tempo suficiente para se criar todos estes sóis mortos?
Ambas cosmologias devem tratar com energia (combustível para o universo). Deve haver suficiente energia para suprir as necessidades do universo. O big bang se ocupa disto ao suprir toda a energia no instante da criação, mas não se preocupa de onde vem esta energia. É estranho que uma ciência que considera a conservação de a energia ser uma lei importante, ignore isto no instante da criação. O Livro de Urantia fala de circuitos de energia que fluem através do universo (Pág. 123, 175) e fornece energia à matéria. Tal sistema de distribuição energética é necessário em um universo que dura para sempre. O fluxo de energia parte do centro de todas as coisas, o Paraíso, e circula os sete superuniversos. Atinge o centro de cada superuniverso, e é rebaixada e circulada aos setores maiores, depois aos setores menores, aos universos locais e através dos níveis organizados até que alcança os mundos habitados. Qualquer energia que não for usada regressa ao Paraíso quase um bilhão de anos mais tarde. Esta energia movimenta os superuniversos e tudo que contêm. A gente se pergunta se a massa acumulada dos buracos negros no centro das galáxias espiral poderia ser parte do sistema de recirculação de energia. Mas é necessário retirar a energia dos buracos negros. Alguns buracos negros disparam raios de partículas desde seus pólos para longe no espaço. Entretanto, não sabemos o que acontece dentro de um buraco negro. É concebível que por causa da extrema pressão, os elétrons, prótons e neutrons poderiam ser desfeitos em ultimatons, seus blocos de construção. Mas os ultimatons não são afetados pela gravidade linear, e podem prontamente escapar de um buraco negro mesmo que a gravidade mantenha o buraco negro unido. A astronomia e a física não têm conceitos como estes circuitos energéticos ou ultimatons. O livro ainda sustenta, que um sol morto que aconteça estar em um circuito de energia, pode ser recarregado lentamente e brilhar novamente. Uma estrela anã que se aviva lentamente pode ser uma indicação de tal fenômeno. O caminho do fluxo de energia não é um canal aberto, mas está firmemente controlado. Ainda que o livro diz que não sabemos sobre a energia primária envolvida no fluxo de energia, seria interessante ver se os astrônomos descobrirão algo disto no futuro.

O Livro de Urantia diz que não se pode revelar a nós nenhuma informação que não conheçamos – o assim chamado – conhecimento não conquistado. O conhecimento que em breve aprenderemos é aparentemente transferível. Há uma pergunta se realmente sabemos um conceito novo que acaba de ser concebido, mas ainda não foi provado cientificamente. (Ver observações prévias acerca do conceito de matéria escura). O livro também sustenta que a cosmologia que descreve não é revelada, e deverá ser revisada no futuro. Suponho que isto significa que a cosmologia não foi incluída oficialmente na informação revelada, mas é a informação conhecida pelos compiladores. Mas algo do material pode permanecer à prova do tempo, e poderia conter algumas pistas interessantes acerca da realidade no universo.

Quando os manuscritos do LU apareceram em 1935, sua cosmologia acerca da estrutura a grande escala do universo era completamente diferente do que da astronomia (as galáxias estavam distribuídas uniformemente em todas as direções). O Livro de Urantia faz três predições principais sobre cosmologia:

A maior parte da matéria no universo está em um plano cuja espessura é pequena, comparado com as outras duas dimensiones. O grande muro da astronomia poderia vir a ser este plano supragaláctico visto da borda.

A existência e descrição da matéria escura – a existência foi quase confirmada, e a descrição poderia estar a caminho de concordar com o livro.

A existência de três centros principais de gravidade que definem nossa região do universo – Havona, ou o universo central, poderia ser o mais massivo destes; o centro de Orvonton e o centro de nosso setor maior poderiam ser os outros dois.

Os astrônomos descobriram recentemente dois destes centros de gravidade, e estão buscando o terceiro. Com o tempo, a astronomia tem se tornado mais sofisticada nas medições e análises. A última informação astronômica acerca das estruturas a grande escala do universo está começando a se parecer com aquela da "fonte". Se as duas estruturas do universo tanto da astronomia como do LU concordam ou ao menos concordam na maioria das vezes, isso poderia ser uma predição excelente feita pela "fonte" uns quarenta e cinco anos atrás. Mas a cosmologia não é o único assunto no livro. Ele também contém informação acerca de outros mundos habitados, o depois da vida dos humanos, toda uma teocracia de seres espirituais e uma razão para nossa existência. O livro é muito lógico e auto-consistente; lê-lo é um grande desfio intelectual e espiritual. E alguns de seus conceitos poderiam ser muito intrigantes. Evidentemente, a revelação pode não ser a verdade absoluta, mas está compatível com as necessidades daqueles que a recebem.

Resumo

Nosso mundo, Urantia, é um dos mundos mais jovens do sistema Satania. Cem sistemas formam uma constelação, e 100 constelações são organizadas em um universo local. Cem universos locais estão em um setor menor. (A Via Láctea é um setor menor). Mil setores menores formam um superuniverso, e o nosso, Orvonton, é o mais jovem dos sete superuniversos que viajam em uma rota elíptica ao redor do centro do universo de universos. Os astrônomos descobriram recentemente que a Via Láctea está se movendo em direção ao acúmulo de galáxias de Virgo. É este o centro de um setor maior? É o supra-acúmulo de Virgo um setor maior? Ademais, o supra-acúmulo de Virgo e muito do resto dos universos próximos estão se movendo para o grande puxador. É este o centro de nosso superuniverso? Há uma possibilidade interessante que uma estrutura maior e ainda mais massiva seja também encontrada mais além do grande puxador. É este o universo central? Devido a que os astrônomos descubram centros de gravidade maiores e mais massivos, é razoável esperar encontrar um enorme centro de gravidade no coração do universo inteiro.

Entre os futuros leitores do Livro de Urantia, haverá mais e mais céticos. As predições acerca da estrutura a grande escala do universo no Livro de Urantia podem ser mais úteis para responder as perguntas destes leitores.
Este trabalho utiliza citações do Livro de Urantia © 1955 Urantia Foundation
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Vicente E

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MensagemAssunto: Re: A Astronomia e o Livro de Urantia.   16/5/2013, 09:07

Vicente E escreveu:
A Astronomia e o Livro de Urantia

[Por Irwin Ginsburg]

Obs: Este documento é uma composição de dois documentos apresentados na Conferência Internacional da Irmandade em Vancouver em Agosto de 1999. A parte que trata do conhecimento comum no campo da astronomia foi apresentada pelo Dr. Douglas Scott da Universidade de British Columbia. A visão de Cosmologia do Livro de Urantia foi apresentada pelo Dr. Irwin Ginsburg.

Abstrato: A Cosmologia é a parte da astronomia que trata da história e a estrutura a grande escala do universo. O Livro de Urantia trata das mesmas matérias. Em 1955 quando o Livro de Urantia foi publicado, as duas cosmologias estavam gravemente em desacordo.

O livro de Urantia discute o centro de todo o universo. O centro tem a maior parte de massa (matéria) no universo, e é portanto o centro de gravidade do universo. É chamado de Paraíso e não existe no espaço ou tempo, mas o resto do universo pode se localizar com respeito a ele. O centro do universo está circundado por um universo central que tem sete anéis coaxiais planos de mundos habitados. Mais além deste existe um anel elíptico plano de sete superuniversos enormes. Toda essa estrutura está na maior parte em um plano, onde duas dimensões são maiores que a terceira. Os sete superuniversos são a parte do Universo que está habitado por humanos. Nosso superuniverso, Orvonton, é o mais jovem e tem 10 setores maiores e 1.000 setores menores; nossa galáxia, a Via Láctea, é um destes setores menores. Nosso universo local, Nebadon, é um dos 100 universos locais no disco da Via Láctea. Nosso mundo Urantia, é um dos que quatro milhões de mundos habitados no universo local.

Em 1935, os telescópios não podiam fazer medições muito afastadas no universo, e os textos de astronomia diziam que as galáxias estavam uniformemente distribuídas por todo o universo; não há uma estrutura a grande escala. Recentemente, os astrônomos com seus novos telescópios maiores, de longo alcance e sofisticados, encontraram dois centros gravitacionais que atraem grandes partes do universo. O segundo centro foi encontrado depois do primeiro e é muito mais massivo que o primeiro. O primeiro é parte da estrutura do segundo. Isto está começando a se parecer com o universo que o Livro de Urantia descreve. O livro implica que uma ordenação planar, com um centro massivo e um arranjo achatado de corpos astronômicos que são atraídos pelo centro de gravidade, aplica-se não só ao sistema solar e à Via Láctea, senão que também às estruturas cosmológicas maiores.

A astronomia se preocupa com as estrelas, galáxias e outras fontes de energia. Uma estrela é como nosso sol, mas está tão longe que seu tamanho visível se encolhe a um ponto de luz. Uma galáxia é uma enorme coleção de estrelas que estão ligadas gravitacionalmente ao centro massivo e viajam juntas. As galáxias são os ladrilhos do universo. A cosmologia é essa parte da astronomia que trata da história e estrutura do universo (toda a matéria em existência). Os astrônomos geram teorias que explicam o que se pode ver e medir hoje em dia. Os telescópios astronômicos podem apenas ver parte do universo, e isto limita as teorias.

O Livro de Urantia, por outra parte, está interessado nos mundos habitados (onde existe vida humana), sua história e administração. A organização destes mundos não está necessariamente relacionada a os sistemas físicos ou astronômicos; entretanto, duas grandes partes da organização parecem conformar estruturas astronômicas maiores. Mais ainda, as duas cosmologias, a da astronomia e a do Livro de Urantia, descrevem o mesmo universo físico. Tentarei identificar as partes correspondentes de cada cosmologia, e assinalar as concordâncias e diferenças entre elas. Com a informação do livro de Urantia e da astronomia, estimarei ao acaso o tamanho e a localização de Nebadon, nosso universo local, e de Orvonton, nosso superuniverso. A cosmologia está mudando rapidamente por causa de todos os dados do novo telescópio, e algo de minha informação astronômica pode ficar obsoleta em poucos anos.

Um método é calcular o raio de estrelas brilhantes aos mundos habitados. Por exemplo, nossa estrela, o sol, tem apenas um mundo habitado, Urantia. Há muitos sóis que não têm mundos habitados. Este raio estabeleceria uma relação entre as duas cosmologias. Para propósitos desta discussão, assumo que todos os mundos habitados têm as condiciones de temperatura, gravidade e pressão do ar como as da Terra. O Livro de Urantia diz que todos os mortais de vontade digna (que podem escolhe entre o certo e o errado) são bípedes eretos (Pág. 564.) A astronomia não detectou nenhuma vida em outro lugar no sistema solar nem em qualquer lugar no universo, porque os atuais telescópios não são sensíveis o bastante. Em nosso sistema solar, parece haver um único planeta habitado, Urantia; mas o que me diz de outros sistemas solares? O livro de Urantia diz que há mais de dez trilhões de sóis resplandecentes em nosso superuniverso (Pág. 172), e apenas um trilhão de mundos habitados; ou um mundo habitado por mais de dez sóis reesplandecentes. Os astrônomos entretanto, descobriram que noventa por cento de todos os sóis são anãs vermelhas, cafés ou negras e estão demasiado frias para manter vida. Isso significa que existe um mundo habitado entre dez sóis resplandecentes e noventa estrelas anãs frias, ou entre cem estrelas de todos os tipos. Este é um novo número que foi tirado ao se combinar a informação do Livro de Urantia (LU) e da astronomia. Este número possivelmente mudará no futuro porque o primeiro valor computado deste tipo geralmente é errôneo! Por agora, este número será útil para estimar o tamanho das divisões do LU do grande universo.

Começaremos por descrever a estrutura de nosso sistema solar, e então iremos aos sistemas astronômicos cada vez maiores. Nosso sistema solar tem o sol massivo e seu centro. O sol detém quase toda (98%) massa (matéria) no sistema solar. Existe nove planetas que rodam (giram) uma vez sobre seus eixos durante um dia planetário e se movem ao redor do sol durante um ano planetário; todos os planetas se movem na mesma direção (anti-horário visto de cima) em um plano. A Terra gira ou roda sobre seu eixo uma vez a cada dia terrestre e se move ao redor do sol em um ano terrestre. Os quatro planetas internos são pequenos e incluem Urantia, o terceiro a partir do sol. Depois do quarto, Marte, há uma banda de pequenos fragmentos planetários e pequenas pedaços de rocha que são chamados de Asteróides. Os próximos dois planetas, Júpiter e Saturno, são os maiores e cada um tem diversos pequenos satélites e anéis de matéria espacial. Em seguida estão dois planetas de tamanho médio, Urano e Netuno. O último é um planeta muito pequeno chamado Plutão. A tabela 1 mostra as diferenças principais entre as duas cosmologias que descrevem nosso sistema solar. De outra maneira, as dois cosmologias concordam (idade do sol, tamanho dos planetas, arranjo dos planetas ao redor do sol, etc.). O livro de Urantia fala de cinco planetas exteriores mas além de Saturno, mas a astronomia só encontrou três. Haverá dois planetas mais que poderão ainda ser encontrados? É Niburu, um planeta descrito como tendo uma órbita muito inclinada por Z. Sitchin em suas Crônicas Terrestres, um destes planetas? Sitchin afirma que suas Crônicas Terrestres são a pré-história da Terra traduzida de antigos textos. Os acadêmicos discordam tremendamente dele.

Tabela 1. As duas cosmologias do Sistema Solar
PROPRIEDADE ASTRONOMIA LIVRO DE URANTIA
Criação do Sol Condensado de uma nuvem gigante de gás Condensado e dilatado fora da nebulosa espiral de gás aquecido junto com 100.000 outros sóis
Origem dos planetas Condensado a partir de gases quentes ao mesmo tempo que sol Condensado a partir dos gases quentes extraídos do sol pela passagem da nebulosa gigante
Número de planetas 9, mais asteróides 11, mais asteróides
Criação dos asteróides Material do planeta não formado, quinto a partir do sol Desintegração do quinto planeta, atraído também para perto de Júpiter (p. 658)

Nosso sol não parece estar intimamente associado com nenhuma das estrelas próximas. Mas o sol e as estrelas próximas se movem ao redor do centro de a Via Láctea por volta de 250 milhões de anos. Estas estrelas devem se mover e ficar juntas se o grupo ou sistema tiver uma longa existência. O sol e as estrelas próximas parecem estar em um braço da espiral da galáxia Via Láctea, e quase a meio caminho da borda exterior da galáxia.

Uma vez que mostramos que há cerca de 100 estrelas por cada mundo habitado, há cerca de 100.000 (100 x 1.000) estrelas de todos os tipos no sistema estelar de Satania (tabela 2). O Livro de Urantia (Pág. 655) diz que a nebulosa a qual deu origem a nosso sol criou individualmente mais de 100.000 sóis, há cerca de 6 a 8 bilhões de anos atrás. Talvez a maioria destas estrelas criaram o sistema de Satania e suas 100.000 estrelas. Talvez os efeito colaterais do nascimento destas estrelas há tanto tempo atrás, é o que a astronomia moderna chama de Big Bang – os instantes podem estar corretos, mas isso se parece mais a um Big Bang local.

A média do espaço entre estrelas em nossa região da Via Láctea é de quatro anos luz. (Um ano luz é a distância que a luz viaja em um ano do tempo de Urantia, ou cerca de 6 trilhões de milhas). Se o sol tem um único planeta habitado entre 100 estrelas, este grupo de estrelas pode ser arrumado simplesmente em um cubo imaginário com cerca de cinco estrelas ao longo de cada lado (5x5x5=125). Cada lado é cerca de 20 anos luz de comprimento. No caso de um sistema, o arranjo mais simplista para as 100.000 estrelas ou 1.000 mundos devem encher uma caixa de lados iguais que tenha 50 estrelas ao longo de cada aresta, (50x50x50=125.000); ou a borda é cerca de 200 (4x50) anos luz de comprimento. E poderia haver dez mundos habitados ao largo de cada aresta desta caixa para um total de 1.000 (10x10x10=1.000). Estos mundos podem estar arrumados em dez bandejas empilhadas com 100 (10x10) mundos em cada nível. Tabela 1. Isto pode ter o tamanho e a forma do sistema de Satania. O LU diz que o quartel general do sistema de Satania, Jerusem, não é um mundo luminoso (Pág. 520) e não pode ser visto desde Urantia.

A próxima divisão administrativa maior é chamada de uma constelação. Esta consiste de 100 sistemas (Tabela 2), e deve ser 100 vezes maior em volume, e quatro ou cinco vezes mais comprida em uma borda (5x5x5=125). Uma constelação no LU é maior e diferente de uma constelação astronômica ou visível, as quais são um grupo de estrelas próximas visíveis delineando um padrão no céu. Num caso mais simples, uma constelação do LU pode preencher uma caixa de lados iguais que tem 1.000 anos luz em cada borda (5x200); este tem cinco sistemas em cada borda.

A divisão administrativa maior seguinte, é um universo local. Este consiste de 100 constelações e pode estar numa caixa de lados iguais que tem cerca de 5.000 anos luz por borda. Visto que o disco de nossa Via Láctea tem 3.000 anos luz de espessura, as outras duas dimensões do universo local, devem ser incrementadas por cerca de 20%; ou as outras duas dimensões têm cerca de 6.000 anos luz de comprimento. O universo local de Nebadon pode ter 3.000 anos luz de espessura, 6.000 anos luz ao longo de um arco perpendicular a um radio do disco. Este pode ter o tamanho aproximado do universo local de Nebadon. Uma vez que Nebadon tem 100 constelações, como podem estar arrumadas? Uma forma simples é uma caixa com caixas menores de lados iguais em seu interior. Uma constelação no interior de uma caixa de um universo local, pode ter bordas que tenham 1.000 anos luz de comprimento. As 100 constelações de Nebadon podem estar arrumadas em três camadas uma encima da outra, com arranjo de 6x6 constelações em cada camada. Isto preenche os 6.000 por 6.000 por 3.000 anos luz do tamanho de um universo local. De maneira similar, uma constelação poderia ter seu sistema de 100 caixas arrumadas em cinco camadas com um arranjo de sistemas de 5x5 em cada camada. Cada caixa de sistema é de 200 anos luz em uma borda e pode ter 1.000 mundos habitados em sua caixa. Estes arranjos são altamente simplificados e não são necessariamente a maneira em que as coisas estão realmente. A Tabela 2 mostra o arranjo administrativo do LU dos mundos habitados (Pág. 167).

A seguinte estrutura maior que consideraremos é a galáxia Via Láctea. Este é um grupo de pelo menos cem bilhões de estrelas. É um enorme disco achatado de quase 100.000 anos luz de diâmetro. O disco, em sua borda exterior, é cerca de 3.000 anos luz de espessura; isto é pequeno se comparado com o diâmetro do disco, o qual é ao redor de 100.000 anos luz. Há uma saliência ou bola brilhante central que se estende do centro do disco até quase um quarto do raio. A saliência tem uma raio de 10.000 anos luz. Testes recentes reportam uma barra longa ou elipsóide0 em vez de uma bola esférica.

Há uma grande massa no centro da saliência da Via Láctea. Visto que estamos dentro dela, podemos ver a Via Láctea à noite como uma banda ampla desvanecida de luz através do céu. A posição da banda muda durante o ano. A saliência pode ser vista no céu do hemisfério sul como uma banda espessa da Via Láctea. O centro da galáxia Via Láctea está nesta direção, mas muito mais longe da constelação visível de Sagitário. O sol está localizado a meio caminho à borda de fora do disco. Um telescópio pequeno ou binóculos mostrarão que a banda de luz da Via Láctea consiste de milhares de estrelas. Se o disco pudesse ser visto de cima, apareceria iluminado de forma não uniforme; ele consiste de dois braços brilhantes intercalados que vão dos finais da protuberância ao extremo exterior do disco. A astronomia chama isto de galáxia em espiral. As galáxias em espiral são galáxias grandes. A galáxia em espiral mais próxima a nós é a grande nebulosa na visível Constelação de Andrômeda. Está tão apagada que é difícil vê-la sem ajuda ocular. O Livro de Urantia diz que esta nebulosa está afastada cerca de um milhão de anos luz e é quase do mesmo tamanho da Via Láctea. Isto concorda com as medições de 1935, no tempo em que o manuscrito do livro de Urantia foi disponibilizado. A astronomia agora, dobrou o valor para ambos destes números. O L.U. diz que a nebulosa de Andrômeda está evoluída e que não está habitada (Pág.170), mas a astronomia não tem informação sobre isso.
Tabela 2. (pág.167) Estrutura Administrativa do Grande Universo
ESTRUTURA DO UNIVERSO MUNDOS HABITADOS NÚMEROS DA ESTRUTURA MAIOR SEGUINTE
Planeta Urantia 1 1.000 mundos habitados num sistema
Sistema 1.000 100.000 sistemas numa constelação
Constelação 100.000 100 constelações num universo local
Universo local 10.000.000 100 universos locais num setor menor
Setor menor 1.000.000.000 100 setores menores num sentor maior
Setor maior 100.000.000.000 10 setores maisores num superuniverso
Superuniverso 1.000.000.000.000 7 superuniversos no grande universo

Há várias declarações no Livro de Urantia sobre a galáxia Via Láctea (Págs. 168, 455) e umas poucas não estão muito claras. Como melhor podemos dizer, a Via Láctea é um setor menor (Ensa) de uma supragaláxia (Orvonton). Sendo assim, ela contém 100 universos locais (Tabela 2), incluindo nosso universo local de Nebadon. Portanto, Nebadon é quase um centésimo do disco da Via Láctea. Estes universos locais estão localizados provavelmente entre a saliência central e a borda externa do disco da Via Láctea. Provavelmente não há universos locais na saliência central, posto que a astronomia acha que existe campos energéticos e gravitacionais no centro da galáxia que poderiam ser inóspitos para a vida tal e como a conhecemos. A parte espiral de uma galáxia é uma estrutura de gás de uma galáxia, e não está associada com as estrelas longevas tais como o sol. Estas estrelas longevas se movem mais rápido que o padrão espiral. Os 100 universos locais poderiam estar localizados aproximadamente em cinco ou seis anéis concêntricos que estariam entre a saliência central e a borde do disco. Todas as estrelas num anel viajam à mesma velocidade ao redor do centro galáctico. Portanto, estas estrelas permanecem próximas uma da outra por muitos períodos longos de tempo; e é plausível que haja 15 ou 20 universos locais no anel mais interno e no anel seguinte externo. O universo local de Nebadon poderia estar neste segundo anel, posto que o sol está localizado a meio caminho no disco. O comprimento de Nebadon poderia ser um vinte avos da circunferência do anel; isto se calcula ser 7.500 anos luz – não uma má acomodação para os 6.000 anos luz de dimensão que pensávamos antes em colocar as estrelas em caixas. Poderia haver outros arranjos com mais anéis, porém mais finos, e com universos locais mais longos porém em menor quantidade por anel. Os anéis exteriores estão em uma parte do disco onde o espaço interestelar é maior, e os universos locais são maiores em tamanho. Na primeira página deste documento, estimei a partir dos dados do Livro de Urantia que a Via láctea tem cerca de um bilhão de mundos habitados. Se isto for dividido entre 100 universos locais, deveria haver ao redor de dez milhões de mundos habitados por universo local. Nebadon tem cerca de quatro milhões de mundos habitados, mas poderia manter dez milhões.

Há quarenta ou cinqüenta anos atrás, os astrônomos achavam que as galáxias estavam distribuídas uniformemente através de todo o universo. Parte do problema era a dificuldade em observar galáxias distantes e em medir as distâncias à estas galáxias remotas. Os astrônomos estão começando a encontrar estruturas a grande escala no universo, mas pouco sabem sobre esta estrutura. Os astrônomos agora dizem que as galáxias estão distribuídas uniformemente mais além destas estruturas.
Tabela 3. Tamanho e Estruturas Sugeridos dos Componentes do Grande Universo
CATEGORIA TAMANHO E FORMA DE VOLUME OBSERVAÇÕES
Mundo habitado Um cubo de 20 a 30 anos luz em uma borda A distância até um mundo habitado mais próximo é de 10 a 40 anos luz. Cerca de 100 estrelas próximas na caixa
Sistema Um cubo de 200 anos luz em uma borda O tamanho da caixa agrupa um sistema que tem 1.000 mundos habitados e 100.000 estrelas
Constelação Um cubo de 1.000 anos luz por borda O tamanho da caixa contém 100 sistemas. Os sistemas estão em 5 camadas empilhadas com um arranjo de 5 x 5 por camada
Universo Local O disco Galáctico se reparte em 5 ou 6 anéis concêntricos. O Universo Local é 1/20 de um anel A seção do Anel tem 3 camadas empilhadas que tem um arranjo de 6 x 6 constelações
Setor menor Galáxia espiral com disco de 100.000 anos luz de diâmetro O disco da Via Láctea tem 5 ou 6 anéis concêntricos de universos locais com 15 a 20 universos locais por anel
Setor maior Disco com diâmetro de 120 milhões de anos luz Supra-acúmulo de galáxias com acúmulo de galáxias massivas no centro. Tem 100 setores menores
Superuniverso Disco com diâmetro de 500 milhões de anos luz Supra-acúmulos de galáxias achatadas. Há 10 setores maiores

Muitas das galáxias distantes parecem estar em uma estrutura aplanada; isto está de acordo com o Livro de Urantia. Ainda que a Via Láctea e suas galáxias próximas estão se afastando de todas as demais galáxias distantes como parte da expansão do universo, há um outro movimento menor. A Via Láctea compartilha este movimento com cerca de vinte galáxias próximas. Existe duas grandes galáxias em espiral (A Via Láctea e Andrômeda), e o resto são pequenas ou galáxias anãs. A maioria das galáxias pequenas agrupam-se em torno das duas grandes espirais. Acredita-se que agora, as duas espirais estão separadas por 2,5 milhões de anos luz. Estas vinte galáxias são chamadas de grupo local. O grupo local está em um arranjo planar, e é parte de um supra-acúmulo aplanado de galáxias que estão sob a influência gravitacional (massa) de um grupo central maior ou acúmulo de galáxias localizado mais além da constelação visível de Virgo. No entanto, ela é chamado supra-acúmulo de Virgo. As galáxias locais estão se movendo em direção ao acúmulo de Virgo; a distância até o acúmulo de Virgo é de aproximadamente 50 a 60 milhões de anos luz. Esta estrutura aplanada com um centro de gravidade massivo é uma versão maior do sistema solar ou da Via Láctea. A astronomia não está segura se estamos orbitando o acúmulo de Virgo, e ainda não mediu este movimento. Mas o Livro de Urantia parece Ter uma explicação. Uma vez que a Via Láctea é um setor menor, ela e mais 99 setores menores conformam um setor maior do superuniverso de Orvonton. De modo que orbitam o centro massivo do setor maior. O acúmulo de Virgo seria então o centro do setor maior de Splandon. Esta estrutura foi descoberta nos anos setenta. Durante os oitenta, os astrônomos encontraram um movimento comum adicional para todas as galáxias no supra-acúmulo de Virgo. Parecem estar se movendo para um centro de gravidade maior, que está cerca de 200 milhões de anos luz distante de nós. Isto está no hemisfério sul mais além da constelação visível de Centauro. Há outros supra-acúmulos que também parecem estar se movendo para este mesmo centro massivo. Os astrônomos o chamam de o grande puxador, pois parece atrair muito do universo conhecido. Os astrônomos não mediram ainda a rotação galáctica ao redor do grande puxador. Se o acúmulo de Virgo é o centro do setor maior, então ele e todos os seus supra-acúmulos associados, estão em movimento ao redor do centro do superuniverso.

O Livro de Urantia, implica que o grande puxador da astronomia é o centro do superuniverso de Orvonton. Entretanto, os astrônomos estão tendo problemas em ver o centro do grande puxador. Orvonton é o sétimo e mais jovem superuniverso do grande universo. A forma de Orvonton é como um relógio, alongado, um agrupamento circular que é um dos sete superuniversos habitados (Pág. 167), talvez com um diâmetro de 500 milhões de anos luz.

As esferas de Orvonton estão viajando em um vasto plano alongado (Pág. 167). Nosso universo local, Nebadon, está na borda exterior de Orvonton (Pág. 359). Os sete superuniversos estão em um plano e circundam o centro gravitacional de todas as coisas, o Universo Central.

O universo Central (Pág. 118, 152) tem mais massa (matéria) que o resto do grande universo, e deve ser o centro de gravidade do Grande Universo. E os astrônomos quase descobriram um mesmo centro de atração massivo que talvez seja o centro do grande universo. Ele está quase na mesma direção que o grande puxador, mas está cerca de três vezes mais longe; isto não parece distante o bastante. Os dados sobre a Gravidade são muito difíceis a estas longas distâncias. Assim a astronomia encontrou dois centros de maior atração gravitacional e possivelmente um terceiro no universo, no qual o Livro de Urantia descreveu há quase sessenta anos atrás; uma predição excelente!

O universo central está circundado por duas elevadas e massivas paredes cilíndricas de matéria escura. (Pág. 153), e portanto não é visível para nós. O livro diz que está situado mais além de Sagitário, centro de nosso setor menor, de forma inclinada não tão longe de Centauro. O livro parece dar a pista de que os sete superuniversos circundam o universo central de 25 a 35 bilhões de anos (Pág. 165). Isto é muito mais longo que o tempo do Big Bang, e é uma medida que talvez seja factível no futuro. Vai ser interessante ver se os futuros astrônomos encontrarão este tempo orbital. A Tabela 3 resume nossas adivinhações cultivadas sobre o tamanho e a forma mais simples de várias partes do grande universo. Os dados astronômicos discutidos aqui são bastante recentes, e os dados logo poderão mudar com as medições aperfeiçoadas.

O Paraíso é o centro de todo o universo, e Havona é o universo central que rodeia o Paraíso. Havona está rodeada por um anel plano elíptico que contém os sete superuniversos. Este é o chamado grande universo. Está circundado por um anel vazio, com 400.000 anos luz de largura. Mais além disto, há um anel de superuniversos que agora estão se desenvolvendo. Este anel se estende por 25 milhões de anos luz e é chamado de primeiro nível espacial externo (Pág. 129). Este é seguido por mais três anéis vazios (Pág. 130), e cada um deles é seguido por outro nível espacial externo. Existe quatro níveis espaciais externos no total, e juntos haverão 70.000 superuniversos evolutivos novos (Pág. 354). Toda a criação é chamada de universo mestre (Pág. 129) e inclui o grande universo, a parte habitada do universo. A estrutura inteira existe em um plano de alguma maneira achatado, o plano supragaláctico, que se espessa nas bordas exteriores. O universo mestre não é estático, mas está se desenvolvendo, especialmente nos níveis espaciais exteriores. Ainda não há vida nos níveis espaciais exteriores. Visto que Nebadon, nosso universo local, está nas margens afastadas de Orvonton, e posto que o centro de tudo está na direção de Sagitário, porém mais distante dele, a parte deste primeiro nível espacial exterior mais perto de nós poderia estar na direção oposta a Sagitário. A nebulosa Andrômeda está nesta área comum; uma vez que ela está no primeiro nível espacial externo, deve estar desabitada. É interessante notar que a astronomia poderia ter encontrado um espaço galáctico livre entre a Via Láctea e a Nebulosa Andrômeda.

Este poderia ser o primeiro anel vazio. Quando consideramos a criação do universo, as duas cosmologias são diferentes interpretações dos mesmos dados. O Livro de Urantia fala do universo existindo para a eternidade, para sempre.

A matéria e a energia estão sendo criadas continuamente no universo, e estão sendo distribuídas pelos circuitos de energia. A energia criada é muito quente e tem que se resfriar antes de que a matéria possa existir.

Há cerca de seis ou oito bilhões de anos atrás, houve uma enorme perturbação energética em nossa região do universo (Pág.655). Isto resultou na criação individual de mais de 100.000 sóis, incluindo o nosso, a partir de uma enorme nebulosa (palavra usada em 1935 para designar objetos visíveis no céu que não fossem estrelas). Este número de sóis é a grosso modo o mesmo número de sóis num sistema. A gente se pergunta a si mesmo, se nosso sistema Satania foi criado nessa época. Quarenta bilhões de anos antes esta mesma nebulosa produziu ao redor de 850.000 sóis, e a gente se pergunta se estes sóis formaram oito sistemas de nossa constelação.
A astronomia diz que nada existiu antes de dez ou vinte bilhões de anos atrás. Nada mais velho que isso foi encontrado, mas os telescópios mal podem ver além desta lonjura (em anos luz) e não podem medir distâncias longínquas de maneira precisa. Então, há dez ou vinte bilhões de anos atrás, uma enorme injeção de energia ocorreu em algum lugar. Toda a energia em nosso universo apareceu nesse momento. Esta energia estava extremamente quente; resfriou-se e a matéria se formou. A ciência chama isto de "big bang". O distúrbio energético de seis ou oito bilhões de anos atrás do L.U, pode ter sido um tipo de big bang local. Ambas destas explicações podem ser a razão da débil radicação residual infravermelha (calor) encontrada entorno de toda Urantia; ela é remanescente do big bang ou o big bang local. Mas há outro fenômeno que também deve de ser explicado. Este é a expansão medida do universo, chamada assim pois toda matéria de grande escala no universo está se afastando de toda outra matéria de grande escala no universo. O big bang é o causador disto, o big bang local, não. Entretanto, o LU fala sobre a respiração do espaço (Pág. 123). O Espaço é real (não vazio) e experimenta uma expansão de quase um bilhão de anos; então o espaço se contrai por um bilhão de anos, mas não até um diâmetro muito pequeno. Qualquer matéria incrustada no espaço é levada junto com ele. Isto explica a expansão do universo, posto que supostamente estamos no meio de uma fase de expansão. A expansão do universo era conhecida em 1935, mas a fraca radiação residual foi identificada muito mais tarde. É interessante que o LU fornece explicações para ambos fenômenos em 1935. Também em 1935 a ciência considerava que o espaço fosse uma lacuna (vazio) entre corpos astronômicos. Tanto o big bang como a criação constante de energia do LU começam com energia muito quente. A diferença principal é a escala de tempo. A energia do big bang se resfria relativamente rápido, e a contínua criação de energia se resfria lentamente. Os teóricos do big bang não sabem de onde saiu a energia e não se importam. O LU ensina que vem de Deus no Paraíso, no centro do universo mestre.

Os astrônomos descobriram recentemente que deve haver pelo menos dez vezes mais matéria que a matéria visível no universo. De outra forma, as galáxias grandes se romperiam por sua relativamente rápida velocidade de rotação. Mas os astrônomos não identificaram esta matéria invisível. O Livro de Urantia falava de matéria escura em 1935, anos antes dos astrônomos reconhecerem a necessidade. No entanto nos anos trintas, o astrônomo F. Zwicky propôs que alguma matéria não-identificada poderia existir, mas nenhum astrônomo acreditou nele. O livro identifica muitas das ilhas escuras do espaço como sóis mortos (Pág. 173). Os Astrônomos em 1997 descobriram recentemente que pelo menos a metade da matéria escura é composta por sóis mortos. Isto foi feito ao se observar milhões de estrelas na grande nuvem de Magalhães e, no curso de tal observação, ocasionalmente via-se a luz de um sol brevemente bloqueada, e conjeturando, portanto, que um sol, morto, escuro entrou no caminhos. Novamente o LU predisse corretamente, e anos à frente de seu tempo. Estes sóis mortos são estrelas que consumiram seu combustível de matéria leve, resfriando-se e se condensando em pequenos corpos com enormes massas pesadas.

A estrutura atômica desapareceu, e a massa se compactou como matéria nuclear. Mas por quê haveria de ter tantas estrelas destas para que sua massa total seja muitas vezes do que a da matéria visível? Se a gente pensar em termos de eternidade, é fácil ver que poderia ser assim posto que o tempo médio de vida de estrelas é de dez bilhões de anos. Este grande número de sóis mortos poderia começar a ser um outro estorvo para a teoria do big bang. Houve tempo suficiente para se criar todos estes sóis mortos?
Ambas cosmologias devem tratar com energia (combustível para o universo). Deve haver suficiente energia para suprir as necessidades do universo. O big bang se ocupa disto ao suprir toda a energia no instante da criação, mas não se preocupa de onde vem esta energia. É estranho que uma ciência que considera a conservação de a energia ser uma lei importante, ignore isto no instante da criação. O Livro de Urantia fala de circuitos de energia que fluem através do universo (Pág. 123, 175) e fornece energia à matéria. Tal sistema de distribuição energética é necessário em um universo que dura para sempre. O fluxo de energia parte do centro de todas as coisas, o Paraíso, e circula os sete superuniversos. Atinge o centro de cada superuniverso, e é rebaixada e circulada aos setores maiores, depois aos setores menores, aos universos locais e através dos níveis organizados até que alcança os mundos habitados. Qualquer energia que não for usada regressa ao Paraíso quase um bilhão de anos mais tarde. Esta energia movimenta os superuniversos e tudo que contêm. A gente se pergunta se a massa acumulada dos buracos negros no centro das galáxias espiral poderia ser parte do sistema de recirculação de energia. Mas é necessário retirar a energia dos buracos negros. Alguns buracos negros disparam raios de partículas desde seus pólos para longe no espaço. Entretanto, não sabemos o que acontece dentro de um buraco negro. É concebível que por causa da extrema pressão, os elétrons, prótons e neutrons poderiam ser desfeitos em ultimatons, seus blocos de construção. Mas os ultimatons não são afetados pela gravidade linear, e podem prontamente escapar de um buraco negro mesmo que a gravidade mantenha o buraco negro unido. A astronomia e a física não têm conceitos como estes circuitos energéticos ou ultimatons. O livro ainda sustenta, que um sol morto que aconteça estar em um circuito de energia, pode ser recarregado lentamente e brilhar novamente. Uma estrela anã que se aviva lentamente pode ser uma indicação de tal fenômeno. O caminho do fluxo de energia não é um canal aberto, mas está firmemente controlado. Ainda que o livro diz que não sabemos sobre a energia primária envolvida no fluxo de energia, seria interessante ver se os astrônomos descobrirão algo disto no futuro.

O Livro de Urantia diz que não se pode revelar a nós nenhuma informação que não conheçamos – o assim chamado – conhecimento não conquistado. O conhecimento que em breve aprenderemos é aparentemente transferível. Há uma pergunta se realmente sabemos um conceito novo que acaba de ser concebido, mas ainda não foi provado cientificamente. (Ver observações prévias acerca do conceito de matéria escura). O livro também sustenta que a cosmologia que descreve não é revelada, e deverá ser revisada no futuro. Suponho que isto significa que a cosmologia não foi incluída oficialmente na informação revelada, mas é a informação conhecida pelos compiladores. Mas algo do material pode permanecer à prova do tempo, e poderia conter algumas pistas interessantes acerca da realidade no universo.

Quando os manuscritos do LU apareceram em 1935, sua cosmologia acerca da estrutura a grande escala do universo era completamente diferente do que da astronomia (as galáxias estavam distribuídas uniformemente em todas as direções). O Livro de Urantia faz três predições principais sobre cosmologia:

A maior parte da matéria no universo está em um plano cuja espessura é pequena, comparado com as outras duas dimensiones. O grande muro da astronomia poderia vir a ser este plano supragaláctico visto da borda.

A existência e descrição da matéria escura – a existência foi quase confirmada, e a descrição poderia estar a caminho de concordar com o livro.

A existência de três centros principais de gravidade que definem nossa região do universo – Havona, ou o universo central, poderia ser o mais massivo destes; o centro de Orvonton e o centro de nosso setor maior poderiam ser os outros dois.

Os astrônomos descobriram recentemente dois destes centros de gravidade, e estão buscando o terceiro. Com o tempo, a astronomia tem se tornado mais sofisticada nas medições e análises. A última informação astronômica acerca das estruturas a grande escala do universo está começando a se parecer com aquela da "fonte". Se as duas estruturas do universo tanto da astronomia como do LU concordam ou ao menos concordam na maioria das vezes, isso poderia ser uma predição excelente feita pela "fonte" uns quarenta e cinco anos atrás. Mas a cosmologia não é o único assunto no livro. Ele também contém informação acerca de outros mundos habitados, o depois da vida dos humanos, toda uma teocracia de seres espirituais e uma razão para nossa existência. O livro é muito lógico e auto-consistente; lê-lo é um grande desfio intelectual e espiritual. E alguns de seus conceitos poderiam ser muito intrigantes. Evidentemente, a revelação pode não ser a verdade absoluta, mas está compatível com as necessidades daqueles que a recebem.

Resumo

Nosso mundo, Urantia, é um dos mundos mais jovens do sistema Satania. Cem sistemas formam uma constelação, e 100 constelações são organizadas em um universo local. Cem universos locais estão em um setor menor. (A Via Láctea é um setor menor). Mil setores menores formam um superuniverso, e o nosso, Orvonton, é o mais jovem dos sete superuniversos que viajam em uma rota elíptica ao redor do centro do universo de universos. Os astrônomos descobriram recentemente que a Via Láctea está se movendo em direção ao acúmulo de galáxias de Virgo. É este o centro de um setor maior? É o supra-acúmulo de Virgo um setor maior? Ademais, o supra-acúmulo de Virgo e muito do resto dos universos próximos estão se movendo para o grande puxador. É este o centro de nosso superuniverso? Há uma possibilidade interessante que uma estrutura maior e ainda mais massiva seja também encontrada mais além do grande puxador. É este o universo central? Devido a que os astrônomos descubram centros de gravidade maiores e mais massivos, é razoável esperar encontrar um enorme centro de gravidade no coração do universo inteiro.

Entre os futuros leitores do Livro de Urantia, haverá mais e mais céticos. As predições acerca da estrutura a grande escala do universo no Livro de Urantia podem ser mais úteis para responder as perguntas destes leitores.
Este trabalho utiliza citações do Livro de Urantia © 1955 Urantia Foundation
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